A conquista do voto feminino no Brasil foi um processo longo e árduo, liderado pelo movimento feminista. A primeira mulher a votar no Brasil foi Celina Guimarães Viana, em 1927, no Rio Grande do Norte, que foi o primeiro estado a permitir o voto feminino.

No entanto, foi apenas em 1932, no dia 24 de fevereiro, que o Código Eleitoral garantiu às mulheres o direito ao voto, embora de forma restrita e facultativa. Isso significava que as mulheres com mais de 21 anos e que tivessem renda própria podiam participar das eleições, mas não eram obrigadas a votar.

A vitória foi fruto da luta corajosa de mulheres que desafiaram uma sociedade machista para garantir seu direito à participação política. Para as trabalhadoras, o voto significou mais do que um direito: foi um passo fundamental na luta por dignidade, igualdade e melhores condições de vida.

Em 1965 o voto feminino tornou-se obrigatório, sendo equiparado ao dos homens. “O direito abriu caminho para as mulheres, que já atuavam com sua força de trabalho, poderem reivindicar espaços não apenas nas urnas, mas também nos sindicatos e em inúmeros postos de trabalho, antes ocupados apenas por homens”, destaca a presidente do SEC-BG, Orildes Maria Lottici.

Conforme ela, a conquista, de suma importância, embora se aproxime dos 100 anos, ainda não significa igualdade de direitos, tanto na política quanto no mercado de trabalho. “Na política, por exemplo, as mulheres ainda cumprem cotas mínimas de candidatura, porém, estas cotas não são garantidas nas cadeiras plenárias. No trabalho, sabemos que ainda existem preconceitos e diferenças salariais, o que é lamentável e vergonhoso”, frisa Orildes.

As mulheres trabalhadoras seguem incansavelmente na busca por igualdade, enfrentando desafios diários ao conciliar vida pessoal e profissional, especialmente nos cuidados com a casa e os filhos, sofre com a violência de gênero e a precarização do trabalho.

O Sindicato dos Empregados no Comércio (SEC-BG) é a casa do comerciário e atua arduamente pela igualdade e equidade no ambiente de trabalho. “Se as mulheres comerciárias se sentirem ameaçadas ou discriminadas em seus ambientes laborais, estamos à disposição para auxiliar. Basta entrar em contato pelo fone (54) 3452.2535 ou comparecer diretamente ao Sindicato localizado à Av. Osvaldo Aranha, 1075, sala 305”, finaliza a Presidente.

 

Mônica Rachele Comunicação
Jornalista Mônica Rachele – MTB 9791
Assessoria de Imprensa do SEC-BG