As mudanças climáticas estão gerando impactos graves para os trabalhadores brasileiros, especialmente os mais vulneráveis e expostos às altas temperaturas

Segundo relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS), as ondas de calor extremo ocasionaram mais de 166 mil mortes entre 1998 e 2017, número que tende a aumentar com a intensificação do aquecimento global.

Trabalhadores de setores como asseio e conservação, construção civil, agricultura, entregadores e vendedores ambulantes são os mais afetados pelas temperaturas extremas, pois suas atividades ocorrem quase sempre ao ar livre e com pouca proteção contra o calor intenso.

A exposição prolongada às altas temperaturas pode causar insolação, desidratação, exaustão térmica, queda na produtividade e um aumento considerável do risco de acidentes de trabalho.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), até 2030, o aumento da temperatura global poderá gerar uma perda econômica equivalente a mais de US$ 2 trilhões devido à redução da produtividade laboral.

Consequências e possíveis ações

Os efeitos são ainda mais significativos para os trabalhadores com menos recursos para enfrentar as consequências das mudanças climáticas. Na ausência de políticas públicas adequadas e investimentos em infraestrutura, como espaços de descanso climatizados e equipamentos de proteção individual apropriados, esses profissionais ficam expostos às condições adversas que afetam diretamente sua saúde e qualidade de vida.

Especialistas alertam que empresas e governos devem agir com urgência para amenizar esses impactos, garantindo ambientes seguros e condições dignas de trabalho.

Para lidar com esse cenário, algumas medidas podem ser implementadas:

  • Redução das horas de trabalho ao ar livre durante os períodos de pico de calor.
  • Garantia de acesso à água potável e a locais de descanso climatizados.
  • Fornecimento de equipamentos de proteção específicos para ambientes com altas temperaturas.
  • Realização de campanhas educativas e treinamentos sobre os riscos e medidas preventivas relacionadas ao calor extremo.

Assim, é crucial que empregadores e autoridades desempenhem um papel ativo na proteção dos trabalhadores contra as consequências frequentes e intensas das mudanças climáticas, garantindo dignidade, saúde e segurança dos profissionais mais vulneráveis.

 

Fonte: Geração T
UGT/SEC-BG