O etarismo é um dos grandes desafios do mercado de trabalho brasileiro. Apesar da crescente conscientização sobre diversidade, a discriminação pela idade ainda é uma realidade preocupante, afetando tanto profissionais mais jovens quanto aqueles acima dos 50 anos.

Estudo realizado pela Stato e Universidade Presbiteriana Mackenzie revela que, embora 77,3% dos entrevistados vejam trabalhadores acima de 50 anos como confiáveis e 80,7% os considerem amigáveis, 44% acreditam que esses profissionais possuem dificuldade para se adaptar às mudanças, enquanto 24% acham que eles não trazem ideias inovadoras para o ambiente de trabalho.

A pesquisa aponta também que 70% dos trabalhadores percebem que profissionais mais velhos recebem menos oportunidades de promoção e frequentemente são pressionados a se aposentar, abrindo espaço para pessoas mais jovens. 

Esse tipo de preconceito limita as chances de crescimento profissional dos trabalhadores mais experientes e desperdiça um grande potencial dentro das empresas, que deixam de aproveitar plenamente a experiência, o conhecimento e a estabilidade emocional desses profissionais.

Jovens também enfrentam etarismo 

A juventude também sofre com o preconceito etário, mas de forma diferente. Jovens profissionais, especialmente da Geração Z, enfrentam obstáculos devido a estereótipos que os descrevem como ansiosos, imaturos e despreparados. Esse tipo de percepção acaba fechando portas e dificulta o acesso às primeiras oportunidades de trabalho, além de tornar mais difícil que esses trabalhadores assumam cargos de liderança.

Para as mulheres jovens, o impacto é ainda maior. Frequentemente vistas como “muito jovens para liderar”, elas são excluídas de oportunidades de promoção e cargos de maior responsabilidade, refletindo a sobreposição de preconceitos etários e de gênero no mercado de trabalho.

Consequências do etarismo no mercado de trabalho

As consequências do etarismo são diversas e profundas. Para os trabalhadores, significa limitações no desenvolvimento profissional, baixa autoestima e até impactos negativos sobre a saúde mental, como ansiedade e depressão. Já para as empresas, a ausência de diversidade etária pode levar à perda de talentos valiosos e a uma redução significativa na inovação e produtividade.

Segundo dados do Ministério do Trabalho, o Brasil tem mais de 13 milhões de trabalhadores com mais de 50 anos. Por isso, é fundamental a criação de ambientes de trabalho mais inclusivos e adaptados a essa realidade por meio de políticas de inclusão.

Combater o etarismo nas empresas é essencial para a criação de um mercado de trabalho mais justo, produtivo e inovador. Profissionais de todas as idades têm contribuições únicas a oferecer, e sua valorização é crucial para o desenvolvimento sustentável das organizações e da economia.

 

Fonte: Geração T
UGT/SEC-BG